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Robôs colaborativos em setores não tradicionais

Entenda por que os cobots chegaram a restaurantes, bares e outros setores fora da fábrica, e veja 3 perguntas para saber se um robô colaborativo faz sentido para o seu negócio.

Robôs colaborativos em setores não tradicionais
Robôs colaborativos em setores não tradicionais

Principais conclusões do artigo

  • Os robôs colaborativos (cobots) levaram a automação para setores fora da manufatura, como restaurantes e bares.
  • Dois fatores explicam essa mudança: cobots podem operar perto de pessoas sem proteções externas (mediante avaliação de riscos) e são muito mais fáceis de programar do que robôs industriais tradicionais.
  • Para saber se um cobot faz sentido no seu negócio, comece por três perguntas: a tarefa é repetitiva? Por quantas horas ela é executada, e qual é o ROI? Ela se enquadra nos 3 Ds (suja, monótona ou perigosa)?
  • O ROI depende da aplicação, das horas de operação e do custo total de um funcionário.
  • Em muitas aplicações, o principal ganho é tirar o operador de tarefas perigosas, e não só aumentar a produtividade.

Os robôs colaborativos são uma tecnologia disruptiva, e não só na manufatura. Você sabia que eles também abriram as portas para a automação em outros setores? Setores que nunca tinham considerado a robótica estão descobrindo que, com a tecnologia colaborativa, também podem aproveitar os benefícios da automação.

Mas afinal, o que mudou? Por que empresas de fora da manufatura agora podem considerar a robótica, se antes essa não era uma opção? Vamos falar sobre os motivos ao longo deste artigo.

Por que os robôs colaborativos chegaram a novos setores?

1. Eles podem trabalhar perto de pessoas

Os robôs colaborativos são exatamente o que o nome indica, ou seja, robôs capazes de operar perto de pessoas sem proteções externas ou dispositivos de segurança (sempre mediante avaliação de riscos da aplicação completa). Isso abriu caminho para a robótica em novos setores. Sem a necessidade de grandes células ou cercas de segurança, os robôs agora podem ser usados em lugares onde antes isso não seria viável.

Há exemplos por toda parte. Eles conseguem ver hambúrgueres em restaurantes, pilotam aviões e até trabalham como bartenders. Tem quem ache que é só uma jogada de marketing, mas não há dúvida de que esses robôs são eficazes e confiáveis, e o impacto deles em outros setores vai continuar crescendo. Só que, nesses novos setores, como o de alimentos, as empresas geralmente não têm engenheiros de robótica na equipe para operar o robô.

2. Eles são muito mais fáceis de programar

Os robôs colaborativos costumam ser muito mais fáceis de programar do que os robôs industriais tradicionais. As empresas não precisam mais de uma equipe de engenheiros de robótica para programar aplicações simples.

Os robôs da Universal Robots contam com uma interface intuitiva e fácil de usar, o software PolyScope, que simplifica a criação de programas, a alteração de waypoints e a comunicação via I/O digital.

Com a plataforma UR+, desenvolvedores parceiros também oferecem um amplo portfólio de produtos plug & play para o braço robótico UR, como garras, softwares e kits de aplicação, com a mesma facilidade de uso.

Agora que você já sabe o que diferencia um robô colaborativo de um robô industrial tradicional, é hora de avaliar se um cobot pode ser uma boa opção para o seu setor. Para ajudar nessa decisão, vale começar com três perguntas básicas.

3 perguntas para saber se um cobot é uma boa opção para o seu setor

A tarefa é repetitiva?

Ela abre a lista porque talvez seja a pergunta mais importante para quem quer uma instalação rápida. Robôs, sejam colaborativos ou tradicionais, são programados para executar uma tarefa repetidamente. Existem métodos para dar mais flexibilidade aos robôs, mas as instalações mais simples e fáceis são aquelas em que o robô executa sempre a mesma tarefa.

Um exemplo: colocar hambúrgueres na chapa, virá-los depois de um tempo predeterminado e, por fim, retirá-los e levá-los para outro ponto da cozinha. Feita manualmente, essa tarefa exige que alguém fique em frente à chapa repetindo o processo até o fim do turno.

Tarefas repetitivas como essa são ideais para a tecnologia colaborativa. Os exemplos são infinitos e não se limitam ao setor de alimentos, afinal, sempre que uma tarefa é executada repetidamente da mesma forma, existe potencial para automação robótica.

Qual é o tempo de funcionamento diário da tarefa e como isso afeta o ROI?

Essa é uma pergunta muito importante, e costuma ser uma das primeiras que um especialista em robótica faz. Ao considerar a robótica, é preciso avaliar não só a viabilidade da aplicação, mas também o retorno sobre o investimento (ROI), para saber se ela faz sentido do ponto de vista do negócio. Muitas vezes, esse aspecto só é considerado depois que muitas horas já foram investidas em engenharia.

O ROI varia de caso para caso. O cálculo precisa considerar não só a aplicação, mas também as horas de operação e o custo total de um funcionário (salário, seguros, afastamentos, encargos etc.).

Na prática, quanto mais horas por dia a tarefa é executada, mais rápido o investimento tende a se pagar.

A tarefa é suja, monótona ou perigosa?

As tarefas monótonas já foram abordadas na primeira pergunta. Agora, vamos falar das tarefas sujas e perigosas. Tarefas sujas geralmente são aquelas que os funcionários não querem executar. Podem envolver mau cheiro ou sujeira, ou até exigir pausas frequentes para que o funcionário se limpe.

Esse tipo de tarefa pode abalar o moral da equipe e afetar a produtividade, já que os funcionários ficam desmotivados com o que precisam fazer. Algumas dessas tarefas chegam a entrar na categoria de perigosas. Trabalhar com produtos químicos de limpeza, perto de objetos quentes ou em espaços confinados pode se tornar perigoso muito rapidamente.

Voltando ao exemplo dos hambúrgueres, existe um risco real de o funcionário se machucar. Ele pode encostar acidentalmente na chapa e se queimar, e a gordura quente também pode respingar durante o preparo e causar uma lesão potencialmente grave.

Em algumas aplicações robóticas, o objetivo principal não é aumentar a produtividade ou reduzir custos, mas tirar o operador de tarefas perigosas. Uma coisa não exclui a outra, e todos esses fatores podem ser considerados ao avaliar o potencial de uma integração robótica.

Afinal, a robótica é para a sua empresa?

Esperamos que este conteúdo ajude você a entender alguns dos fatores que indicam se uma solução robótica é adequada para o seu negócio.

Entre em contato com a nossa equipe caso tenha dúvidas específicas, ou se precisar de ajuda para calcular o ROI ou ainda se quiser saber se a sua aplicação é uma boa candidata à robótica. Estamos aqui para ajudar.

Perguntas frequentes sobre robôs colaborativos

Um robô colaborativo sempre dispensa proteções de segurança?

Não. O que determina a necessidade de proteções é a avaliação de riscos da aplicação completa, e não apenas o robô. Dependendo da ferramenta, da peça e do ambiente, uma aplicação colaborativa ainda pode exigir cortinas de luz, tapetes de segurança ou redução de velocidade. A referência internacional atual para esse tipo de avaliação é a ISO 10218-2:2025, que incorporou a maior parte dos requisitos da especificação técnica ISO/TS 15066.

Em quanto tempo um cobot costuma se pagar?

Depende da aplicação, das horas de operação e do custo da mão de obra local. Segundo a Universal Robots, o ROI de sistemas baseados em cobots geralmente é medido em meses, não em anos. Para uma estimativa concreta, vale montar um business case que inclua acessórios, integração e manutenção, além de considerar opções como o leasing de robôs colaborativos.

É preciso saber programar para operar um cobot?

Não é preciso ter formação em programação para aplicações simples. Além da interface gráfica do PolyScope, é possível guiar o braço com a mão até as posições desejadas (Freedrive), e o software registra esses pontos como pontos de referência. Além disso, a Universal Robots oferece cursos online gratuitos na UR Academy.

Um cobot pode trabalhar em cozinhas e em contato com alimentos?

Pode, desde que a aplicação seja planejada para isso. O braço, as garras e os demais acessórios precisam ser adequados ao ambiente (limpeza, temperatura, umidade) e às exigências de higiene locais para contato com alimentos. O ecossistema UR+ inclui garras desenvolvidas especificamente para manusear alimentos, e a avaliação de riscos continua obrigatória, sobretudo perto de chapas, fritadeiras e superfícies quentes.

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