O que é automação industrial? Entenda seu funcionamento, tipos e importância

Entenda o que é automação industrial, como ela funciona, quais seus principais tipos e por que ela é tão importante para a indústria. Descubra também como as soluções de automação robótica colaborativa da Universal Robots podem gerar excelentes resultados para manufaturas.

Profissional utilizando tablet em ambiente de automação industrial com máquinas automatizadas
Profissional utilizando tablet em ambiente de automação industrial com máquinas automatizadas

O que é automação industrial e por que ela é tão importante no sucesso do cenário industrial competitivo de hoje?

Neste artigo, iremos responder a essas e outras perguntas, além de apresentarmos os cobots, um tipo de tecnologia de automação industrial em ação.

Continue a leitura para conferir. Até o final do artigo, veja:

  • O que é automação industrial?
  • Tipos de automação industrial
  • Exemplos de tecnologias de automação nas indústrias
  • O uso de robôs na automação industrial
  • Vantagens do uso de cobots na automação industrial
  • Automação industrial no Brasil: dados e oportunidades
  • O que automação industrial faz? Entenda como ela funciona na prática
  • FAQ: dúvidas frequentes
  • Considerações finais

O que é automação industrial? 

De forma direta, automação industrial diz respeito ao uso de tecnologias e sistemas de controle, como computadores e robôs, para operar equipamentos e processos produtivos sem a necessidade de intervenção humana constante. O objetivo central não é apenas substituir o trabalho manual, mas sim otimizar a eficiência, a precisão e a segurança das operações.

Em um cenário global cada vez mais competitivo, a automação se torna o diferencial que permite às indústrias produzirem mais, com menos desperdício e maior padronização. Ela funciona como o cérebro e os músculos da fábrica moderna, conectando informações em tempo real para garantir que cada etapa da produção ocorra da maneira mais otimizada possível.

Tipos de automação industrial

Existem quatro principais tipos de automação industrial, cada uma com suas capacidades e aplicações: a automação fixa, programável, flexível e integrada.

Entender a diferença entre elas é fundamental para escolher a tecnologia certa.

  • Automação fixa: É projetada para realizar uma única tarefa ou operação de forma repetitiva e em altíssima velocidade. O custo inicial é alto e o sistema é rígido: uma vez configurada, é muito difícil (e caro) alterar a máquina para produzir um item diferente. É o modelo ideal para produção em massa de larga escala;
  • Automação programável: Aqui, o equipamento pode ser reconfigurado através de software para mudar a sequência de operações. É muito utilizada em produções por lotes. O ponto negativo é que o processo de reprogramação e troca de ferramentas físico (setup) pode levar tempo, interrompendo a produção durante a transição;
  • Automação flexível: É uma evolução da programável. Ela permite que o sistema seja alterado com pouco ou nenhum tempo de inatividade. Em vez de parar a linha para mudar o lote, o sistema é capaz de processar diferentes produtos de forma mista. É aqui que os cobots se destacam, permitindo ajustes rápidos conforme a demanda do dia;
  • Automação integrada: É o nível mais avançado, onde todo o sistema de manufatura é controlado por computadores de forma unificada. Desde o design do produto até o controle de estoque e despacho, todos os processos estão conectados e se comunicam em tempo real, conceito base da Indústria 4.0

Exemplos de tecnologias de automação nas indústrias 

A automação não se resume a um único equipamento, mas sim a um ecossistema de tecnologias que trabalham em conjunto. Entre os equipamentos de automação mais comuns aplicados hoje nas fábricas, destacam-se:

  • CLP (Controlador Lógico Programável): considerado o computador industrial que gerencia processos específicos em máquinas e linhas de montagem;
  • Sensores inteligentes: dispositivos que coletam dados sobre temperatura, pressão e presença, permitindo que as máquinas "sintam" o ambiente;
  • Sistemas supervisórios (SCADA): softwares que monitoram e controlam as plantas industriais, fornecendo dados cruciais para a tomada de decisão;
  • Visão computacional: câmeras de alta precisão que realizam inspeções de qualidade automáticas, identificando falhas imperceptíveis ao olho humano;
  • Robôs industriais: tecnologias de manipulação que executam desde soldagem pesada até a montagem delicada de componentes eletrônicos.

O uso de robôs na automação industrial

Máquinas convencionais podem ser usadas para automatizar tarefas, mas não oferecem o mesmo nível de versatilidade e flexibilidade que robôs. De maneira simples, robôs são significativamente mais adaptáveis que o maquinário tradicional.

Normalmente definidos como “manipuladores de propósito geral que podem ser programados e reprogramados para uma variedade de tarefas”, os robôs podem podem ser aplicados em diversas frentes, como inspeção de qualidade, alimentação de máquinas e montagem e paletização, por exemplo.

Porém, nem todos os robôs industriais atuam da mesma forma. Robôs industriais tradicionais são relativamente estáticos e causam grande impacto no layout do chão de fábrica, além de exigirem medidas de segurança extensas como células de segurança. Não só isso, mas a programação desses robôs costuma exigir um especialista.

Já os robôs colaborativos, conhecidos como cobots, que surgiram no cenário internacional só uma década atrás, oferecem um paradigma diferente: eles entregam automação com excelente custo-benefício, ocupam pouco espaço e garantem facilidade na instalação (ou reinstalação) para diferentes tarefas.

Os cobots são facilmente transportados, bastando montá-los em uma plataforma móvel para mover a uma parte distinta da sua fábrica conforme os calendários de produção mudam.

E o mais importante: a interface é extremamente simples, de forma que qualquer colaborador pode virar um “cobotista” bastando um simples treinamento em uma plataforma especializada.

- Leia também: Implementação de automação robótica: como começar?

Cobot UR3 em tarefas de costura na B-Loony
Cobot UR3 em tarefas de costura na B-Loony

Vantagens do uso de cobots na automação industrial

Aqui, iremos explorar as cinco maiores vantagens dos cobots na indústria: segurança, flexibilidade, uniformidade, produtividade e custo-benefício.

Como verá em breve, essas são as principais razões para indústrias ao redor do mundo utilizarem cada vez mais o poder dos cobots para expandirem suas atividades.

1. Segurança

Uma das características mais inovadoras dos cobots, e um fator chave na diferença entre eles e os robôs industriais tradicionais, é que seguindo os parâmetros de segurança na instalação e programação, os cobots podem trabalhar ao lado de humanos sem a necessidade de células de segurança especiais.

Isso diminui o custo geral de implementação da automação industrial enquanto mantém reduzido o número de acidentes causados por trabalhos repetitivos nas tarefas, como montagem, empacotamento, lixamento e parafusamento.

Utilizar cobots permite liberar os trabalhadores para tarefas mais ergonômicas e de maior valor agregado enquanto remove os riscos associados à automação industrial tradicional.

Contudo, ainda é altamente recomendado realizar apreciação de risco em todas as instalações seguindo as diretrizes da NR-12 e ISO/TS 15066.

- Leia também: Segurança industrial: entenda a importância para o trabalho na indústria

2. Flexibilidade

A maioria das fábricas precisa transformar e atualizar seus processos produtivos com o tempo. Seja por conta das necessidades de produção ou mudanças na forma como os produtos são feitos, seja pela mudança no próprio produto fabricado, a verdade é que para o negócio se manter lucrativo e funcionando, mudanças são praticamente inevitáveis.

Os robôs colaborativos podem ser facilmente adaptados para uma grande variedade de tarefas, incluindo montagem, empacotamento, lixamento, operações de pick-and-place, soldagem, parafusamento, inspeção de qualidade e muito mais.

Os cobots são desenvolvidos para serem facilmente programáveis pela maior parte dos colaboradores nas manufaturas, incluindo a oporttunidade da realização de um curso de robótica online completo, o que aumenta ainda mais a flexibilidade das soluções de automação industrial por cobots.

3. Repetitividade

Quando humanos realizam tarefas repetitivas, erros são inevitáveis conforme os trabalhadores ficam distraídos e desgastados.

Por isso, é muito difícil (e pouco ergonômico) para humanos realizarem a mesma tarefa física da mesma maneira repetidas vezes ao longo de um turno.

Infelizmente, mesmo o mais ínfimo dos erros pode ter impacto significativo na qualidade do produto.

Cobots eliminam esse problema porque eles podem repetir o mesmo processo sem parar, infinitamente, sem falhas desse tipo. Não há maneira mais fácil de se aumentar a qualidade de um produto que garantindo a mesma especificação de aplicação em todas as instâncias.

Robôs industriais tradicionais oferecem uniformidade e consistência também, mas são muito mais caros e tomam muito mais tempo para implementar.

4. Produtividade

Assim como os robôs tradicionais, cobots estão disponíveis 24/7, permitindo fabricantes com alta demanda um aumento na produção.

Basta tomar como exemplo a fabricante suíça de produtos para cozinhas Franke, que faz mais de 10.000 pias para cozinhas por ano. A empresa usou um cobot UR5 para ajudar nas tarefas repetitivas e de pouco impacto de aplicação de cola.

A automação industrial permitiu à Franke liberar os trabalhadores de tarefas estressantes e repetitivas, aumentou a eficiência operacional de sua linha produtiva e reduziu desperdício de material.

- Leia também: Indicadores de produção industrial: conheça os 7 principais

5. Custo-benefício

Os robôs colaborativos custam menos que os robôs industriais tradicionais quando avaliamos através do TCO (Total Cost Ownership, Custo Total de Aquisição), permitindo que as fábricas aproveitem os benefícios da automação enquanto garantem Retorno Sobre Investimento relativamente rápido.

O TCO dos robôs colaborativos faz com que a solução completa de automação industrial robótica seja de 15 a 30% menor que instalações convencionais.

São necessários menos aparatos mecânicos e eletrônicos para implementar a automação industrial, o projeto pode ser finalizado muito mais rápido e a manutenção é muito reduzida.

Por exemplo, a B-Loony Ltd, uma PME do Reino Unido fabricante de produtos promocionais sob medida, como bandeiras de alimentos, bandeirolas e balões, usa seis cobots UR3 para uma variedade de tarefas incluindo costura e montagem de produtos na sua unidade inglesa.

Os cobots permitiram à B-Loony aumentar a produção de bandeiras de alimento de 250 mil unidades por ano para 15 milhões de unidades por ano.

O aumento da produtividade foi tão grande que a empresa alcançou Retorno sobre Investimento com os robôs colaborativos em apenas nove meses!

- Leia também: Pirâmide da automação industrial: o que é e como ela está sendo modificada pela indústria 5.0

Automação industrial no Brasil: dados e oportunidades

De acordo com a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, em parceria com a empresa de pesquisas GFK, o nível de automação nas empresas brasileiras aumentou 4% de 2018 para 2019 e manteve um crescimento consistente nos anos subsequentes, atingindo novos patamares de desenvolvimento entre 2021 e 2024.

O índice é mensurado em um intervalo de 0 a 1, sendo 0 a ausência total de automação e a 1 a automação plena nos espaços.

Abaixo, um pequeno resumo sobre a automação industrial no Brasil nos últimos anos.

Indústria brasileira e automação: 2018 a 2019

O estudo da GS1 avalia seis dimensões na indústria brasileira: sistemas, logística, atendimento, relacionamento com o colaborador, relacionamento com o cliente e fábrica. Em cada aspecto, veem-se os pontos de aplicação de tecnologias de automação.

Os principais destaques de crescimento entre 2018 e 2019 foram para o setores de pequeno porte, saindo de 0,273 para 0,0275 e de Bens de Consumo Semiduráveis, de 0,249 para 0,259.

Indústria brasileira e automação: 2019 a 2020

Já em 2020, de acordo com o relatório da GS1, houve crescimento de 3% na automação geral em relação a 2019, mesmo com os desafios propostos pela pandemia. Nesse ano, a automação no Brasil chegou a 0,267 no total. Desde 2016, ano inicial de registro, houve expansão de 7%.

Considerando apenas a indústria brasileira, o aumento foi de 2%, chegando a 0,305 no índice. Nesses últimos 4 anos, o crescimento foi de 4%

Indústria Brasileira e Automação: 2021 a 2024

Entre 2021 e 2024, a automação industrial no Brasil apresentou um avanço significativo, impulsionado pela adoção de tecnologias digitais, como IoT (Internet das Coisas), aprendizado de máquina e integração de sistemas ERP. Segundo dados da GS1 Brasil, o índice de automação no país aumentou em média 5% ao ano nesse período, alcançando 0,290 em 2024.

Destaques incluem:

  • Pequenas e médias empresas: Maior adesão às tecnologias de automação, com crescimento de 6% no índice médio de automação;
  • Indústria de alta tecnologia: Setores como eletrônicos e automotivo registraram um aumento de 8%, beneficiados por incentivos fiscais e programas de inovação.
  • Sustentabilidade: Implementação de soluções automatizadas para eficiência; energética e redução de desperdícios, com crescimento de 7% na área de gestão ambiental.

Esses avanços demonstram que o Brasil está cada vez mais integrado às tendências globais de automação, preparando-se para os desafios da Indústria 4.0 e aumentando a competitividade no cenário internacional.

Indústria Brasileira e Automação: 2025 a 2026

Se nos anos anteriores o foco era a digitalização (IoT e ERP), o cenário atual é dominado pela integração da Inteligência Artificial (IA) diretamente no chão de fábrica.

Estimativas atuais indicam que o índice de automação no país rompeu a barreira dos 0,310, com um salto qualitativo na forma como as máquinas tomam decisões. Os principais diferenciais desse período são:

  • IA Generativa e Preditiva: Além de prever falhas em máquinas (manutenção preditiva), a IA agora é usada para otimizar rotas em tempo real e ajustar o consumo de energia da planta de acordo com o custo da tarifa horária;
  • Aceleração da robótica colaborativa: Com a maturação da tecnologia e linhas de crédito específicas para inovação, o uso de cobots em PMEs brasileiras cresceu 12% apenas no último ano. A facilidade de “ensinar” o robô via interfaces de linguagem natural (IA) reduziu drasticamente a barreira técnica;
  • Foco na personalização em massa: A automação brasileira em 2026 não busca apenas volume, mas flexibilidade. Fábricas de setores como cosméticos e alimentício já utilizam sistemas automatizados que permitem trocar o mix de produtos em minutos, atendendo a demandas específicas do e-commerce.

Este avanço consolida a automação não mais como um “luxo” de grandes montadoras, mas como uma necessidade de sobrevivência para qualquer indústria brasileira que deseje manter margens de lucro saudáveis e competitividade no mercado global.

- Leia também: O uso de robôs com inteligência artificial

Abaixo, uma descrição melhor de cada dimensão analisada.

Sistemas

74% das indústrias usam soluções de automação para gestão, sendo que 89% são soluções “de mercado” já pré-prontas.

A adesão nos setores das empresas avaliadas segue da seguinte maneira:

  • Financeiro: 97%;
  • Comercial: 95%;
  • Fiscal: 93%;
  • Distribuição: 89%;
  • RH: 78%;
  • Produção: 92%.

84% das indústrias também reportaram sistemas para evitar furtos e fraudes. 31% das empresas fazem licitações online. Um crescimento significativo foi dos CRM, que saiu de 32% para 36% em 2020.

Logística

O índice da GS1 aponta que as soluções automatizadas mais relacionadas à logística são:

  • Nota Fiscal via Sistema – XML (95%);
  • Código de barras (82%);
  • Sistema de identificação única (80%);
  • Recebimento de mercadoria via sistema (74%);
  • Comunicação com fornecedores via sistema (73%).

Além disso, a rastreabilidade do produto na cadeia de abastecimento tem boa adesão, com 61% das empresas aplicando essa automação.

Atendimento

Unidades de Resposta Audível (URA) têm tido boa penetração em empresas de todos os setores: comércio, serviços e indústria.

De acordo com a GS1 Brasil, 85% das indústrias brasileiras possuem canal de atendimento ao cliente e, desse total, 25% já usam URA.

Além disso, dessas empresas:

  • 47% possuem URA inteligente;
  • 18% possuem URA conectada ao CRM;
  • 14% possuem URA conectada ao Business Intelligence da empresa.

Apesar disso, ainda há espaço para melhorias.

Relacionamento com o colaborador

29% das empresas entrevistadas monitoram eletronicamente os colaboradores. As soluções mais utilizadas são:

  • Ponto eletrônico: 55%;
  • Consulta de ponto: 44%;
  • Monitoramento de atividade: 35%;
  • Consulta de pagamento: 26%.

Relacionamento com o cliente

Nesse aspecto, ainda há pouca adesão total. Sistemas de monitoramento do comportamento de compras dos clientes são adotados por apenas 10% das indústrias.

No total, essas indústrias usam recursos como câmeras (89% dos entrevistados), sensores (27%), sinal de celular (14%) e rastreadores (13%).

80% das indústrias que coletam dados usam as informações para direcionar ofertas, 22% compartilham informações de comportamento de compra entre canais de vendas e 14% usam os dados para identificar o perfil dos consumidores.

Essa automação é fundamental para gerar vendas mais assertivas.

Fábrica

Na média, as indústrias pesquisadas apresentavam cinco linhas de produção com automação industrial presente em 68% delas.

As máquinas mais usadas eram, em categoria:

  • Solda ou cola: 58%;
  • Modifica a forma: 53%;
  • Transforma a matéria prima: 47%;
  • Equipamentos de precisão: 40%;
  • Sistema CLP: 38%;
  • Sensores óticos: 31%.

- Leia também: Robótica no Brasil: conheça a história e o cenário atual do setor no país

A Thyssenkrupp Bilstein conseguiu lidar com a demanda crescente sem contratar colaboradores novos em uma área com baixo desemprego graças aos cobots utilizados na fábrica
A Thyssenkrupp Bilstein conseguiu lidar com a demanda crescente sem contratar colaboradores novos em uma área com baixo desemprego graças aos cobots utilizados na fábrica

O que automação industrial faz? Entenda como ela funciona na prática

Os benefícios das tecnologias de automação industrial podem ser melhor explicados em nossa página de cases de sucesso. Mas vejamos alguns exemplos abaixo.

1. Liberar trabalhadores de tarefas extenuantes

Montagem é um passo crucial na produção, mas trabalhadores que ficam na linha de montagem podem sofrer de estresse físico e mental. As atividades manuais repetitivas podem levar a ferimentos e, por conta de erro humano, também impactam negativamente na qualidade de produção.

Nosso cliente SHAD estava tendo esses problemas, pois seus trabalhadores lidavam com tarefas altamente repetitivas em posições desconfortáveis e pouco ergonômicas.

Ao usarem um de nossos UR5, liberaram os trabalhadores dessas atividades, como a montagem das caixas de carga para motocicletas, e garantiram maior satisfação no espaço de trabalho e menos acidentes.

- Leia também: Como a automação industrial pode reduzir lesões no local de trabalho e melhorar a confiança dos funcionários?

2. Redução do downtime do equipamento e aumento da satisfação de consumidores

Outro cliente da Universal Robots, a MT Solar, desenvolve estruturas montáveis usadas para prender painéis solares aos tetos. Esse trabalho requer soldagem contínua de pequenas peças, e a precisão é extremamente importante.

Eles estavam com dificuldades para encontrar soldadores habilidosos e queriam oferecer melhores oportunidades aos trabalhadores já empregados.

Não só a MT Solar conseguiu se adaptar para um aumento de 300% na demanda ao usar um UR10e, mas eles também não sofrem mais com falta de mão de obra. Os cobots tomaram conta das tarefas físicas de soldagem enquanto os trabalhadores habilidosos foram promovidos dentro da empresa para lidarem com projetos de maior escala.

E a thyssenkrupp Bilstein, fabricante de soluções de suspensão tecnológicas para a indústria automotiva em Ohio, conseguiu superar o mesmo problema de falta de mão de obra para tarefas de produção em alimentação de máquinas e inspeção de qualidade com o uso de cobots.

Não só isso, mas a empresa também queria um sistema de automação industrial flexível que pudesse ser reimplantando frequentemente em diferentes tarefas com tempo mínimo de downtime.

Hoje, nove UR10 trabalham na fábrica de Ohio da thyssenkrupp Bilstein. Os UR10 são usados na montagem dos amortecedores ADS, alimentação de máquinas e tarefas de inspeção de qualidade.

A implementação permitiu à empresa expandir seus negócios sem depender da contratação de novos funcionários em uma área com baixa taxa de desemprego e pouca mão de obra disponível.

A empresa também foi capaz de alcançar 100% de qualidade na inspeção final da linha de montagem.

- Leia também: 5 exemplos de sistemas de automação industrial criados pela Universal Robots

FAQ: dúvidas frequentes

Reunimos a seguir as principais dúvidas sobre a automação industrial. Confira!

O que é automação industrial?

É o uso de tecnologias e sistemas de controle, como computadores, sensores, softwares e robôs, para operar máquinas e processos produtivos com mínima intervenção humana constante, com o objetivo de aumentar a eficiência, a precisão, a segurança e a padronização das operações, reduzindo desperdícios e tornando a produção mais competitiva.

O que faz a automação industrial?

A automação industrial controla, monitora e otimiza processos produtivos na prática, assumindo tarefas repetitivas, extenuantes ou de alta precisão, melhorando a qualidade dos produtos, reduzindo falhas humanas, diminuindo o tempo de parada das máquinas e liberando os trabalhadores para funções mais estratégicas, ergonômicas e de maior valor agregado.

Quais são os tipos de automação industrial?

Os principais tipos são a automação fixa, indicada para tarefas repetitivas em larga escala; a automação programável, que permite reconfiguração por software para produção em lotes; a automação flexível, que possibilita mudanças rápidas com pouco ou nenhum tempo de inatividade; e a automação integrada, em que todos os processos da manufatura se comunicam em tempo real de forma unificada.

Qual a relação entre automação industrial e indústria 4.0?

A automação industrial é uma das bases da Indústria 4.0, pois viabiliza a integração entre máquinas, sistemas, dados e processos em tempo real, permitindo maior conectividade, inteligência operacional e tomada de decisão mais eficiente, especialmente quando combinada com tecnologias como IoT, aprendizado de máquina, visão computacional, sistemas supervisórios e integração de processos produtivos e logísticos.

Qual a importância da manutenção em automação industrial?

A manutenção é essencial para garantir o bom funcionamento dos equipamentos e sistemas, evitar falhas, reduzir o downtime, preservar a produtividade, manter a qualidade dos processos e assegurar que a operação continue segura e eficiente, especialmente em ambientes industriais onde a continuidade da produção e a confiabilidade dos ativos são fatores críticos para o desempenho do negócio.

O que faz um técnico em automação industrial?

O técnico em automação industrial atua na instalação, programação, operação, monitoramento e manutenção de sistemas automatizados, trabalhando com equipamentos como CLPs, sensores, sistemas supervisórios e robôs para garantir que máquinas e linhas de produção funcionem corretamente, com segurança, precisão e alto desempenho dentro das necessidades da indústria.

O que faz uma empresa de automação industrial?

Uma empresa de automação industrial desenvolve, implementa e adapta soluções tecnológicas para otimizar processos produtivos, oferecendo recursos como robôs, sistemas de controle, integração de máquinas e softwares, com foco em melhorar a produtividade, a segurança, a flexibilidade operacional, a qualidade do produto e o custo-benefício das operações industriais. A Universal Robots, por exemplo, possui soluções robóticas colaborativas.

Como é a automação para indústria cosmética?

Na indústria cosmética, a automação tende a ser aplicada para aumentar a padronização, a qualidade e a eficiência de processos que exigem precisão, repetitividade e cuidado no manuseio, como montagem, empacotamento, inspeção de qualidade, alimentação de máquinas e operações em linha, contribuindo para redução de erros, maior produtividade e mais segurança nas etapas produtivas.

Como é a automação na indústria de embalagens?

Na indústria de embalagens, a automação é especialmente útil em tarefas repetitivas e contínuas, como montagem, empacotamento, paletização, pick-and-place, aplicação de cola, parafusamento e inspeção de qualidade, permitindo mais velocidade, uniformidade, redução de desperdícios e maior flexibilidade operacional.

Considerações finais

A automação industrial é mais do que uma tendência; ela é um pilar essencial para o sucesso competitivo na indústria moderna. Com avanços tecnológicos como robôs colaborativos, IoT e aprendizado de máquina, as empresas podem aumentar a eficiência, melhorar a segurança e reduzir custos de maneira significativa.

O cenário brasileiro demonstra uma evolução constante na adoção dessas tecnologias, destacando oportunidades importantes para empresas de todos os portes. Investir em automação não apenas otimiza processos produtivos, mas também prepara as organizações para os desafios da Indústria 4.0 e 5.0, garantindo maior sustentabilidade e competitividade no mercado global.

E se a sua empresa está pronta para aumentar a qualidade e a eficiência da sua linha de produção com baixo custo, automação amigável, e conformidade em segurança de acordo com a lei brasileira, recomendamos que entre em contato com os especialistas da Universal Robots para conhecer nossos cobots!

- Leia também: Como escolher uma empresa de automação industrial?