Conheça os robôs humanoides, máquinas que simulam a forma, os movimentos e os comportamentos dos seres humanos. Conheça seus principais usos e exemplos!
Conheça os robôs humanoides, máquinas que simulam a forma, os movimentos e os comportamentos dos seres humanos. Conheça seus principais usos e exemplos!

A robótica continua evoluindo constantemente, desafiando as fronteiras do que é tecnicamente possível. Uma das inovações atuais são os robôs humanoides, máquinas projetadas para simular a forma, os movimentos e, em alguns casos, os comportamentos dos seres humanos.
Esses robôs, equipados com avançadas tecnologias de inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina, estão ampliando nosso entendimento sobre automação. Ao longo deste artigo vamos conhecer melhor as características desse modelo de robô e seus usos, principalmente nas indústrias. Continue a leitura para conferir:
Um robô humanoide é uma entidade robótica projetada para replicar a forma e as funções do corpo humano, permitindo uma interação mais natural e intuitiva com ambientes voltados às pessoas.
Eles são mais que uma novidade tecnológica: são ferramentas projetadas para interações sociais, assistência pessoal, operações em ambientes perigosos e muito mais.
Esses robôs possuem uma estrutura física que inclui cabeça, tronco, braços e pernas, muitas vezes com uma riqueza de detalhes que inclui articulações móveis e expressões faciais.
A mobilidade é um dos seus pontos fortes, permitindo movimentos como andar, correr e até realizar tarefas específicas como abrir portas ou carregar objetos.
Para navegar pelo mundo, os humanoides são equipados com sensores robóticos e câmeras que lhes permitem perceber e reagir ao ambiente, tornando-os capazes de realizar tarefas complexas com uma certa autonomia.
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Atualmente, os robôs humanoides são usados em uma variedade de campos. Na educação, eles servem como ferramentas interativas para ensinar crianças e adultos. No entretenimento, são usados para criar experiências imersivas e envolventes. E na pesquisa e exploração espacial, como demonstra o Valkyrie da NASA, eles são preparados para operar em condições extremas onde humanos não poderiam sobreviver.
Indústrias como a automotiva, representada por iniciativas da Mercedes-Benz, estão começando a testar a viabilidade de robôs humanoides em linhas de montagem, executando tarefas repetitivas que geralmente são atribuídas a operadores humanos.
Veja a seguir alguns exemplos de robôs humanoides atuais:
Projetado para operações em ambientes extremos, como áreas afetadas por desastres naturais ou missões espaciais.
Com 1,88 metro de altura e pesando 136 quilos, Valkyrie é capaz de usar ferramentas e equipamentos similares aos humanos, ideal para ambientes onde a intervenção humana é perigosa ou impossível.
Embora tenha sido aposentado recentemente, o ASIMO deixou um legado essencial para a robótica moderna.
Foi um robô desenvolvido para interação social e assistência em tarefas diárias. Capaz de caminhar, subir escadas, reconhecer rostos e objetos, Asimo foi um pioneiro em demonstrar a capacidade dos robôs de se moverem e operarem em ambientes domésticos e públicos.
Também foi utilizado para interações educativas e suporte em eventos e locais públicos, agindo como um embaixador tecnológico para a Honda.
- Leia também: Robótica educacional: o que é, como funciona e o uso de cobots no processo
Equipado com reconhecimento facial e de voz, Pepper é projetado para interagir emocionalmente com as pessoas, respondendo a gestos e expressões faciais.
Com expressões faciais realistas e capacidade de manter conversas básicas, Sophia é projetada para simular um alto grau de empatia e compreensão emocional.
Aplicações: pesquisa em IA e robótica, além de funções públicas e de mídia, servindo como uma plataforma para discussões sobre o futuro da IA e robótica.
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Com 1,73 metros de altura e capaz de levantar até 25 quilos, Apollo é equipado para realizar tarefas manuais em ambientes industriais, como mover pacotes e empilhar paletes.
É utilizado em fábricas e armazéns, onde pode realizar tarefas repetitivas, aumentando a eficiência e reduzindo a necessidade de intervenção humana em ambientes potencialmente perigosos.
A resposta depende do critério. Em termos de interação e realismo facial, o Ameca, desenvolvido pela Engineered Arts, é a referência global.
Ele utiliza sistemas de inteligência artificial de última geração para processar fala e reproduzir expressões humanas com uma naturalidade impressionante.
Por outro lado, se analisarmos a autonomia física para o trabalho, o Figure 01 e o Tesla Optimus lideram por sua integração com grandes modelos de linguagem, permitindo que realizem tarefas domésticas ou industriais complexas de forma independente.
- Saiba mais em: Qual é o robô mais avançado do mundo e quais as suas habilidades?
O mercado de robôs humanoides está projetado para crescer significativamente nos próximos anos.
Segundo a Goldman Sachs Research, espera-se que o mercado atinja cerca de US$38 bilhões até 2035. Esta expansão notável, que representa um aumento seis vezes maior em relação a estimativas anteriores de US$6 bilhões, reflete não apenas avanços tecnológicos significativos, mas também uma crescente aceitação de suas aplicações práticas em diversos setores.
Além disso, a previsão de entregas de robôs humanoides é igualmente impressionante, com estimativas apontando para 1,4 milhão de unidades entregues até 2035. Esta ascensão é facilitada pela redução drástica nos custos de produção, que caíram de entre US$50 mil e US$250 mil por unidade em 2023 para entre US$30 mil e US$150 mil.
Com tais avanços, o futuro dos robôs humanoides promete uma revolução na forma como as operações industriais são conduzidas, assim como uma redefinição das interações entre máquinas e seres humanos em muitos aspectos da vida cotidiana.
Frequentemente, notícias com esses títulos circulam para gerar cliques, mas o contexto real costuma ser técnico.
Um caso famoso ocorrido em uma fábrica da Tesla envolveu um robô de braço mecânico que feriu um funcionário após não ser desativado corretamente durante a manutenção.
Não se trata de uma "revolta da máquina", mas de falhas em protocolos de segurança e sensores em áreas compartilhadas. Esse tipo de incidente reforça a importância da migração para robôs seguros, que possuem sensores de força projetados justamente para parar o movimento ao menor toque humano.
Os robôs humanoides podem ser visualizados como a fronteira futura da automação robótica, mas, os cobots (robôs colaborativos) já são uma realidade consolidada nas indústrias modernas.
Estes dispositivos não possuem a forma humana, mas atuam efetivamente como uma extensão do corpo humano, permitindo a realização de tarefas que poderiam ser desafiadoras para os trabalhadores por conta própria.
Leves e compactos, os cobots podem ser facilmente integrados ao chão de fábrica sem a necessidade de barreiras de segurança extensivas, convivendo harmoniosamente no mesmo ambiente que os humanos. Essa convivência é possível graças à avançada tecnologia de segurança que inclui sensores de proximidade e múltiplos sistemas de segurança integrados, permitindo uma interação segura e eficiente.
Além disso, a implementação de cobots é notavelmente acessível devido ao seu baixo custo total de aquisição e à simplicidade de programação e uso, que são reforçados por treinamentos como os oferecidos pela UR Academy.
Com uma vasta gama de aplicações, desde montagem e parafusamento até inspeção de qualidade e paletização, os cobots estão desempenhando papéis importantes em indústrias de todos os tamanhos, revolucionando a automação industrial com sua flexibilidade e eficiência.
- Leia também: Robótica avançada x humanoides: qual é a melhor opção para sua indústria?
Separamos a seguir as principais dúvidas sobre os robôs humanoides. Confira:
O que é humanoide?
Humanoide é tudo aquilo que tem aparência, proporções ou características inspiradas no ser humano, especialmente na forma do corpo e/ou na maneira de se mover e interagir.
O que é um robô humanoide?
É uma entidade robótica projetada para replicar a forma e algumas funções do corpo humano, com estrutura física semelhante, mobilidade para executar movimentos como andar e manipular objetos, e recursos como sensores e câmeras para perceber o ambiente.
Quem criou o primeiro robô humanoide?
O primeiro robô humanoide foi criado por engenheiros da Westinghouse entre 1937 e 1938 e exibido na Feira Mundial de Nova York de 1939. Seu nome era Elektro e ele era capaz de caminhar, mover braços e cabeça, falar por meio de um sistema de comandos elétricos e mais.
Qual o robô humanoide mais avançado do mundo?
A ideia de “mais avançado” depende do critério. Em interação e realismo facial, o Ameca é apontado como referência por combinar processamento de fala com expressões humanas muito naturais, Já para autonomia física voltada ao trabalho, aparecem como líderes o Figure 01 e o Tesla Optimus, por integrarem grandes modelos de linguagem para executar tarefas domésticas ou industriais mais complexas com maior independência.
Quanto custa um robô humanoide?
O preço varia muito conforme tamanho e capacidade: hoje já existem modelos “de entrada” anunciados na faixa de US$4.900 a US$13.500, enquanto humanoides de porte maior e uso mais avançado podem ficar por volta de US$90 mil.
Onde comprar um robô humanoide?
Em geral, robôs humanoides são adquiridos diretamente com os fabricantes e seus parceiros, especialmente quando o objetivo é uso industrial, em armazéns ou pesquisa. Como esses sistemas exigem configuração, suporte e protocolos de segurança, a “compra” costuma envolver proposta comercial, implantação e treinamento, e em muitos casos pode existir também o modelo de contratação por projeto/piloto antes da aquisição definitiva.
A evolução dos robôs humanoides mostra que o futuro da automação será cada vez mais próximo da versatilidade humana.
No entanto, para indústrias que buscam resultados imediatos, os cobots da Universal Robots já entregam essa colaboração com segurança, baixo custo e fácil implementação.
Enquanto os humanoides amadurecem, os robôs colaborativos são a solução consolidada para elevar a produtividade e a segurança no chão de fábrica hoje. Entre em contato e saiba mais!
