Lixamento com robôs colaborativos: como funciona e principais benefícios

As tarefas de lixamento exigem um toque específico, muitas vezes delicado. Os braços colaborativos do robô UR com controle de força oferecem uma solução flexível que ajusta automaticamente a posição para alcançar a força desejada.

Lixamento com robôs colaborativos
Lixamento com robôs colaborativos

Lixamento com robôs colaborativos é possível? Atividades como transformar uma tábua de madeira no encosto de uma cadeira ou fazer o acabamento final no lixamento de portas de armário e cabeceiras sempre foram vistas como trabalhos manuais, artesanais e difíceis de automatizar. Mas, com os cobots isso mudou.

Esse tipo de robô são flexíveis, seguros e garantem acabamentos de alta qualidade e maior eficiência.

Por que a automação demorou a chegar ao lixamento?

Como sabemos, robôs industriais tradicionais exigem proteções de segurança, programação complexa e altos volumes de produção para justificar o investimento, o que não combina com a realidade de muitas marcenarias e fábricas de móveis. Mas esse cenário mudou.

Hoje, os robôs colaborativos estão ganhando espaço e apoiando fabricantes de madeira, móveis e armários.

Diferentemente dos robôs industriais maiores, presos em células com grades, os cobots podem ser facilmente movidos entre máquinas e processos, funcionando como mais uma ferramenta dentro da oficina.

Programação simples e acessível

Outro diferencial do uso de cobots para lixamento é a facilidade de aprendizado. O treinamento de operação e programação está disponível 100% online pela UR Academy.

A Universal Robots já capacitou mais de 100 mil pessoas no mundo todo nesse formato.

Em resumo, não é necessário que seus funcionários sejam especialistas em programação robótica para começar a usar um cobot na sua empresa. O processo de implementação é simples, rápido e flexível.

Leia também*: Remoção de materiais na indústria: 5 vantagens de adotar cobots*

A crise de mão de obra na indústria

A escassez de profissionais atinge praticamente todos os setores industriais, especialmente nas funções DDD (Dull, Dirty, Dangerous), ou seja, trabalhos monótonos, repetitivos e perigosos.

Cenário na América Latina

No contexto da América Latina, a escassez de mão de obra qualificada também é um problema relevante para o setor industrial, inclusive na fabricação e manufatura. Segundo a OCDE, países da América Latina e Caribe estão entre os mais afetados globalmente por dificuldades na qualificação profissional, o que impacta especialmente setores de manufatura avançada como automotivo e tecnológico. Empresas da região têm uma probabilidade 13 vezes maior de enfrentar problemas de desempenho por falta de habilidades do que empresas de outras regiões globais.

No Brasil, embora o mercado de trabalho mostre crescimento da população ocupada com mais de 102 milhões de trabalhadores em 2025, ainda há desafios de qualificação no setor industrial. Dados do Mapa do Trabalho 2025-2027 indicam que o país precisará qualificar cerca de 14 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2027 para repor saídas e preencher novas vagas.

No México, 15,7% da população ocupada trabalha no setor manufatureiro, fazendo dele um dos principais empregadores do país, porém empresas enfrentam dificuldades para encontrar profissionais com habilidades técnicas e digitais adequadas. Os dados são da Pesquisa Nacional de Ocupação e Emprego (ENOE).

Desafios do lixamento para a indústria

Cada empresa tem suas particularidades, mas o lixamento aparece como um dos gargalos mais comuns e recorrentes em fábricas e oficinas de móveis. Isso porque o lixamento manual reúne todas as características de um trabalho desafiador para os funcionários.

Essa é uma função monótona, por ser uma atividade repetitiva e com pouca variação. É "suja", já que o operador passa o dia exposto à poeira. E é perigosa, tanto pelo ambiente em si quanto pelo alto risco de desenvolver outras lesões por esforço repetitivo.

Uso de robôs colaborativos no lixamento

Os robôs colaborativos conseguem assumir diversas tarefas na fabricação de armários e móveis. Eles podem carregar e descarregar máquinas CNC, serras, lixadeiras e outras máquinas, aplicar cola e seladores, montar componentes com aparafusamento automatizado e, claro, realizar o lixamento.

Além disso, existem end effector (a "mão" de um robô) de lixamento desenvolvidos por diversos parceiros da Universal Robots por meio do programa UR+, um ecossistema amplo e em constante crescimento, com componentes e kits de aplicação certificados para total compatibilidade com os cobots UR. Atualmente, são mais de 20 produtos UR+ voltados especificamente para lixamento e polimento.

Além disso, os cobots da linha Universal Robots e-Series contam com sensor de força integrado, o que permite manter a pressão de lixamento de forma constante e precisa, muitas vezes com mais consistência do que um operador humano.

Baixo volume e alta variedade não são mais barreiras

Operações de baixo volume e alta variedade são comuns nesse mercado, e os cobots foram pensados justamente para esse tipo de realidade.

Oficinas de usinagem sob contrato, fabricantes metalúrgicos, empresas de injeção plástica, embalagem e montagem terceirizada já utilizam a versatilidade e a facilidade de setup da Universal Robots para automatizar processos que antes pareciam inviáveis.

Casos de Sucesso com Cobots UR

Veja a seguir como os robôs colaborativos transformam tarefas de lixamento e polimento em diferentes indústrias pelo mundo:

Paradigm Electronics

A Paradigm Electronics, fabricante de alto-falantes de alto desempenho, enfrentou ameaças de produção e eficiência devido à alta demanda por seu acabamento Midnight Cherry, de trabalho intensivo. Ao adotar os cobots UR10, a empresa transformou o processo com um fluxo de trabalho pendular que permite que os humanos supervisionem o polimento robótico e aproveitem o modo de força integrado para evitar o superaquecimento da superfície. O resultado: um aumento de 50% no rendimento, um processo de acabamento simplificado e um ambiente mais seguro e produtivo.

All Axis Machining

A All Axis Machining enfrentou desafios para automatizar máquinas legadas, levando a tempos de inatividade dispendiosos e escassez de mão de obra. Depois de descobrir os recursos de integração aberta dos cobots UR, a empresa automatizou rapidamente seis operações, incluindo a manutenção de máquinas CNC, lixamento e rebarbação, aumentando o tempo de atividade do fuso de 8 para 20 horas diárias. Esse sucesso levou a All Axis a lançar um novo serviço, ajudando outras oficinas mecânicas a integrar cobots UR em sistemas legados.

Pentik

A automação convencional representava uma ameaça à identidade artesanal da Pentik, a fábrica de cerâmica mais setentrional do mundo, com sede na Finlândia. Ao implementar apenas dois cobots UR10, a empresa ampliou sua produção, aumentou a eficiência da estação de trabalho em dez vezes e preservou a sensação artesanal única de seus produtos - ao mesmo tempo em que aprimorou a ergonomia do espaço de trabalho.

Leia também:* *Guia completo para implementação de cobots UR

FAQ – Lixamento com robôs colaborativos

Robôs colaborativos conseguem substituir totalmente o lixamento manual?

Os cobots não eliminam o trabalho humano, mas assumem as etapas mais repetitivas, cansativas e perigosas do lixamento. Isso permite que os operadores foquem em atividades de maior valor, como inspeção de qualidade, acabamento fino e ajustes artesanais.

Qual é a qualidade do acabamento feito por um cobot?

Os robôs colaborativos oferecem alto nível de consistência no acabamento, principalmente por manterem pressão, velocidade e trajetória constantes durante todo o processo. Com sensores de força integrados, os cobots conseguem aplicar a pressão ideal de lixamento, reduzindo variações e retrabalho.

Cobots são seguros para trabalhar ao lado de pessoas?

Sim. Os robôs colaborativos foram projetados para operar próximos a humanos, com recursos avançados de segurança, como limitação de força, velocidade e parada automática em caso de contato inesperado.

É possível usar robôs colaborativos em diferentes tipos de materiais?

Sim. Os cobots podem ser utilizados no lixamento e polimento de madeira, MDF, metais, plásticos e superfícies compostas. A flexibilidade dos end effectors e o controle de força permitem adaptar o processo conforme o material e o acabamento desejado.

Cobots funcionam bem em ambientes de baixo volume e alta variedade?

Funcionam muito bem. Uma das principais vantagens dos robôs colaborativos é a facilidade de reprogramação e troca de tarefas. Isso os torna ideais para operações com grande variedade de produtos e lotes pequenos, comuns na indústria moveleira.

O investimento em cobots compensa para pequenas e médias empresas?

Sim. Além de reduzir a dependência de mão de obra difícil de contratar, os cobots aumentam a produtividade, reduzem afastamentos por lesões e melhoram a padronização do acabamento. Esses fatores costumam gerar retorno sobre o investimento em um período relativamente curto.

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Acreditamos que a tecnologia robótica colaborativa pode ser usada para beneficiar todos os aspectos das empresas baseadas em tarefas – independentemente do seu tamanho. Acreditamos que a mais recente tecnologia de robô colaborativo deve estar disponível para todas as empresas. O custo nominal do investimento é rapidamente recuperado, pois nossos braços robóticos têm um período médio de retorno de apenas seis meses.

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