Neste artigo, você vai entender como os cobots estão transformando a indústria médica, tanto na manufatura de dispositivos quanto em aplicações hospitalares e laboratoriais.
A indústria médica está entre as mais exigentes do mundo quando o assunto é qualidade, rastreabilidade e conformidade regulatória. De lentes intraoculares e implantes a kits cirúrgicos e equipamentos hospitalares, cada dispositivo precisa atender a padrões rigorosos de precisão e segurança. Nesse cenário, os robôs colaborativos, ou cobots, vêm ganhando espaço como aliados estratégicos na fabricação de dispositivos médicos e na automação de processos no setor de saúde.
Combinando repetibilidade milimétrica, flexibilidade operacional e integração simples, os cobots estão ajudando fabricantes e instituições de saúde a elevar seus níveis de produtividade sem abrir mão da conformidade com normas regulatórias.
Neste artigo, você vai entender como os cobots estão transformando a indústria médica, tanto na manufatura de dispositivos quanto em aplicações hospitalares e laboratoriais.
Entre as aplicações mais relevantes na indústria de dispositivos médicos, duas se destacam: abastecimento de máquinas e montagem de kits.
O abastecimento de máquinas envolve o carregamento e descarregamento de equipamentos industriais, como máquinas de moldagem por injeção ou centros de usinagem. Em muitos casos, essas tarefas são repetitivas, delicadas ou até perigosas, exigindo o manuseio de peças frágeis, cortantes ou aquecidas.
Cobots podem assumir essas operações com segurança, garantindo:
Empresas que implementaram cobots nesse tipo de aplicação já registraram ganhos significativos de eficiência e retorno do investimento em prazos reduzidos.
Na montagem e organização de kits médicos, a precisão é fundamental. Cada componente precisa estar corretamente posicionado, embalado e identificado.
Cobots permitem:
Além disso, sua flexibilidade facilita a adaptação para pequenos lotes e produção de alta variabilidade, cenário cada vez mais comum na indústria médica.
Na Hofmann Glastechnik, oito cobots passaram a realizar o carregamento de delicados tubos de vidro em tornos mecânicos. Inicialmente, o CEO investiu em um UR10 para testes, atraído pelo preço acessível. Após comprovar os resultados, a empresa adquiriu mais sete unidades. A produtividade aumentou 25%, permitindo atender mais pedidos, e o retorno total do investimento foi alcançado em apenas 12 meses.
“Com a automação, chegamos a um ponto em que ninguém mais corre riscos. Produzimos produtos de alta qualidade a um preço justo e, acima de tudo, entregamos no prazo. São vantagens que nossos clientes valorizam.” Robert Hofmann, CEO da Hofmann Glastechnik.
A Oticon, maior fabricante mundial de aparelhos auditivos, substituiu robôs menos flexíveis por um UR5 de seis eixos, possibilitando a automação de pequenos lotes de produção com alta variabilidade e peças de apenas um milímetro. Já a Glidewell Manufacturers reduziu parte do processo de fresagem de coroas dentárias de 27 para 18 horas com o uso de um UR5. Os operadores foram direcionados para tarefas mais complexas e estratégicas, e a empresa já avalia a aquisição de novos cobots.
Um dos principais no setor da saúde é a alta incidência de erros humanos na gestão de documentos em ambientes não automatizados. Isso também resulta em um grande volume de tempo dedicado a atividades administrativas, limitando a mobilidade e o envolvimento dos profissionais no ambiente de trabalho. Entradas de dados duplicadas, além da perda ou extravio de documentos de pacientes, também representam problemas significativos.
Prescrições eletrônicas, faturamento automatizado, prontuários médicos eletrônicos e lembretes de consultas, agendamentos avançados, gestão de clínicas, automação de pedidos de reembolso junto a convênios e gestão de estoque são algumas das soluções de TI viabilizadas pela automação.
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Com os avanços tecnológicos mais recentes, os robôs passaram a atuar no setor de saúde sob supervisão humana cuidadosa.
Assistentes médicos robóticos monitoram os sinais vitais dos pacientes e alertam enfermeiros quando há necessidade de intervenção, permitindo que um único profissional acompanhe vários pacientes simultaneamente. Esses assistentes também registram automaticamente as informações nos prontuários eletrônicos.
Carrinhos robóticos já podem ser vistos circulando pelos corredores de hospitais transportando suprimentos. Além disso, robôs passaram a auxiliar cirurgiões, proporcionando maior precisão e aumentando as taxas de sucesso dos procedimentos.
Esses robôs também executam tarefas simples, como coleta de sangue, verificação de sinais vitais e condições clínicas, além de auxiliar nos cuidados de higiene dos pacientes, quando necessário.
Em laboratórios farmacêuticos, eles preparam e dispensam medicamentos. Existem ainda assistentes robóticos compostos por estruturas mecânicas e sistemas eletrônicos que ajudam pessoas com paraplegia a se movimentarem e realizarem terapias físicas.
O Projeto Patient@Home foi desenvolvido pelo Centro de Neuro-reabilitação do Hospital Universitário de Odense, em Ringe, em parceria com a Universal Robots, para auxiliar pessoas em reabilitação após lesões causadas por tromboses e AVCs. O robô de assistência, chamado Rainer, foi projetado para ajudar pacientes a realizarem movimentos funcionais repetitivos como parte do processo de recuperação.
A tecnologia permite que terapeutas configurem programas de treinamento específicos, que os pacientes podem executar com segurança com o apoio do robô. Há grande potencial de expansão dentro dessa iniciativa.
A Universal Robots também trabalha com a Aurolab, empresa ligada ao sistema de saúde Arvind Eye Care. A Aurolab recebeu cobots que aumentaram a acessibilidade dos produtos, ajudando mais pessoas a recuperarem a visão a custos mais baixos, além de reduzir significativamente o consumo de energia e problemas de qualidade.
A força de trabalho da Aurolab cresceu de 15 para 700 colaboradores, enquanto a produção passou de 150 para 10.000 lentes intraoculares por dia. Hoje, a empresa exporta para mais de 130 países graças à alta qualidade de suas lentes e registrou um aumento de 15% na produção anual.
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