A indústria de petróleo é considerada uma das mais estratégicas e complexas do mundo. Afinal, ela envolve operações de alto risco, além de ativos de elevado valor, ambientes extremos e processos que exigem precisão contínua.
A indústria de petróleo é considerada uma das mais estratégicas e complexas do mundo. Afinal, ela envolve operações de alto risco, além de ativos de elevado valor, ambientes extremos e processos que exigem precisão contínua.

A indústria de petróleo é considerada uma das mais estratégicas e complexas do mundo. Afinal, ela envolve operações de alto risco, além de ativos de elevado valor, ambientes extremos e processos que exigem precisão contínua. Por isso, nos últimos anos, o setor tem recorrido à robótica como solução para aumentar a segurança, eficiência e previsibilidade operacional.
Na América Latina, com destaque para Brasil e México, a indústria do petróleo e gás passa por um ciclo de modernização tecnológica acelerado, impulsionado pela exploração offshore, pelo pré-sal e pela necessidade de reduzir custos operacionais sem comprometer a segurança.
Neste contexto, os cobots ganham espaço como uma tecnologia viável, escalável e segura para diferentes etapas da cadeia produtiva.
A indústria petroleira latino-americana mantém relevância global tanto em volume de produção quanto em investimentos futuros. O Brasil, por exemplo, consolidou-se como um dos principais produtores de petróleo do mundo.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Brasil atingiu em 2023 uma produção média de 3,4 milhões de barris de petróleo por dia, crescimento de aproximadamente 12,5% em relação a 2022. Desse total, cerca de 76% da produção nacional veio do pré-sal, majoritariamente em operações offshore.
A partir desse panorama e perfil operacional, pode-se dizer que a adoção de soluções robóticas é altamente estratégica, já que ambientes offshore apresentam desafios como acesso restrito, exposição a atmosferas explosivas, custos elevados de parada e riscos ocupacionais significativos.
No México, a produção de petróleo e outros líquidos permaneceu próxima de 1,8 a 1,9 milhão de barris por dia entre 2023 e 2024, segundo estatísticas oficiais da PEMEX e análises atualizadas da U.S. Energy Information Administration (EIA).
Além disso, um relatório do International Energy Forum indica que a América Latina concentra cerca de 2,2 milhões de barris por dia em projetos convencionais já aprovados para entrar em operação até 2030. Esse dado reforça a necessidade de investimento em tecnologias que garantam eficiência e segurança em longo prazo.
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Listamos abaixo algumas das principais características estruturais da indústria do petróleo:
As plataformas offshore, refinarias e unidades de processamento lidam diariamente com gases inflamáveis, altas pressões e temperaturas, produtos químicos agressivos e atmosferas potencialmente explosivas. São fatores de alto risco, o que torna a segurança um dos pilares centrais da operação no setor.
A indústria de petróleo e gás opera, em grande parte, em regime contínuo. Isto é, qualquer parada não planejada pode representar perdas financeiras significativas. Por isso, é tão importante que inspeções, manutenção e controle de qualidade sejam realizados com alta confiabilidade.
Outro desafio no setor é a dificuldade de atrair e reter profissionais para algumas atividades repetitivas, perigosas ou realizadas em locais remotos, como plataformas marítimas.
Os robôs colaborativos (cobots) da Universal Robots são projetados para compartilhar o espaço de trabalho com operadores humanos de forma segura. Eles contam com sensores de força, controle preciso de torque e sistemas avançados de detecção de colisão.
Na indústria do petróleo, eles realizam inspeções em áreas de risco com precisão, automatizam tarefas repetitivas como manutenção e transporte interno, e reduzem acidentes. Saiba mais sobre as aplicações de cobots no setor abaixo:
Uma das aplicações mais estratégicas dos cobots na indústria de petróleo é a inspeção de ativos críticos. Sensores, câmeras e sistemas de visão instalados no robô permitem a identificação de corrosão, vazamentos, desalinhamentos e falhas estruturais iniciais.
Cobots também podem atuar em atividades de manutenção como aperto controlado de parafusos, aplicação de vedantes, troca de componentes padronizados e apoio a técnicos em tarefas repetitivas.
Em áreas classificadas, onde a presença humana deve ser minimizada por conta do risco, os cobots podem assumir funções como manipulação de válvulas, coleta de amostras, posicionamento de sensores temporários e apoio a procedimentos de emergência.
Quando conectados a sistemas de dados industriais, os cobots também podem realizar manutenção preditiva, coletando informações de forma contínua e padronizada.
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Podem, mas não é automático. É preciso avaliar a classificação da área, requisitos de segurança e adequar o projeto (incluindo ferramentas, periféricos e procedimentos) às normas aplicáveis.
Não. Em geral, eles assumem etapas repetitivas, pesadas ou de risco, enquanto a equipe pode manter tarefas que envolvem decisão, supervisão, comissionamento e intervenções críticas.
Normalmente, as que reduzem retrabalho e tempo de parada, como inspeções padronizadas, aperto controlado (torque), tarefas repetitivas de manutenção e automação de processos de suporte (manuseio e organização de peças).
Os robôs colaborativos podem ser utilizados para ambos, desde que seja considerado espaço, vibração, acesso, segurança e rotina de manutenção.
Ele pode executar rotinas recorrentes de captura de dados com padrão constante (imagem, medição, leitura de instrumentos), alimentando análises de tendência para detectar anomalias antes de virarem falhas.
Sim. Esse é um dos cenários em que cobots se destacam, porque permitem ajustes rápidos de programação e troca de setup com menos complexidade do que robôs industriais tradicionais.
Carga e alcance, repetibilidade exigida, ambiente (poeira, maresia, químicos), tipo de pega, necessidade de visão e a frequência de troca de produto ou tarefa.
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