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Como diferentes garras podem ajudar na sua paletização

Há muitas formas de usar um cobot para paletização no seu negócio. E uma das maneiras mais simples de personalizar esse processo é escolher uma garra projetada para uma função específica.

Paletização com cobot
Paletização com cobot

Há muitas formas de usar um cobot para paletização no seu negócio. E uma das maneiras mais simples de personalizar esse processo é escolher uma garra projetada para uma função específica.

Seja para movimentar itens volumosos, peças delicadas ou substâncias perigosas, existe uma garra de paletização para quase todo tipo de operação.

Principais conclusões do artigo

  • Escolher a garra certa é tão importante quanto escolher o braço robótico. Ela define como o cobot interage com os itens na linha de produção.
  • Existem garras específicas para cada tipo de operação: magnéticas para metais, a vácuo para formatos irregulares e pneumáticas para peças pequenas e precisas.
  • O uso de garras libera colaboradores de tarefas repetitivas e aumenta a eficiência, a velocidade e a previsibilidade da força aplicada na paletização.
  • A capacidade de carga do cobot pode ser expandida com acessórios, como elevadores, eliminando a necessidade de investir em robôs industriais de grande porte.
  • A personalização da garra é uma das formas mais acessíveis de adaptar um cobot às necessidades específicas de cada operação.

O que é uma garra?

A garra é um dos end effectors mais comuns utilizados com um robô colaborativo, ou braço cobot. Como o próprio nome sugere, ela dá ao cobot a capacidade de segurar itens e movê-los de um ponto a outro. As garras também podem ser usadas para manter peças fixas durante a fabricação, embalagem ou paletização.

Por que as garras são importantes para a paletização?

A garra robótica certa é uma das peças de hardware mais importantes em uma operação de paletização. Perdendo apenas para os braços robóticos, a parte central de qualquer cobot, esses end effectors (também chamados de ferramentas de extremidade de braço) definem como o robô colaborativo vai recolher os itens.

No geral, um cobot equipado com a garra adequada executa tarefas de paletização com mais eficiência, força mais previsível e velocidade maior do que um operador humano. Além disso, o uso de garras tira uma das tarefas mais repetitivas da rotina dos seus colaboradores, liberando-os para atividades mais satisfatórias.

Leia também*: Paletização com cobots: veja as tarefas que um braço robótico pode realizar*

Quais são os tipos de garras disponíveis?

Existem diversas categorias de garras. Cada uma é mais indicada para um tipo de trabalho, mas a maioria tem um papel relevante no processo de paletização.

Garras magnéticas

Para movimentar itens metálicos, a garra magnética permite capturar rapidamente múltiplos produtos ou componentes e depositá-los em caixas ou contêineres para paletização. A maioria conta com saída de campo variável (VFO), o que permite ajustar a intensidade do ímã conforme o item a ser movido. Essas garras também são muito úteis em tarefas de separação e embalagem de objetos metálicos, que de outra forma seriam incrivelmente trabalhosas e demoradas.

Em vez de recolher manualmente itens como parafusos ou porcas, uma garra magnética pode capturar centenas deles de uma só vez, economizando tempo e poupando esforço da sua equipe.

Garras a vácuo

As garras a vácuo são uma opção versátil para os mais variados tipos de operação de paletização. A maioria é ajustável, permitindo regular a sucção conforme o tamanho, formato e peso dos itens. Elas facilitam bastante a movimentação de peças com formatos irregulares, que seriam difíceis de agarrar com uma garra de mandíbulas. Também é possível mover vários itens ao mesmo tempo, desde que dentro da capacidade de carga do cobot escolhido.

Garras pneumáticas

As garras pneumáticas leves usam ar comprimido para acionar mandíbulas ou dedos, uma ferramenta semelhante a uma pinça, capaz de segurar itens com grande precisão. É uma excelente opção para movimentar peças muito pequenas ou realizar tarefas complementares à paletização, como empilhar objetos planos ou de baixo volume.

Há ainda garras desenvolvidas para tarefas delicadas ou de alta precisão, em diferentes formatos, de pinças a copos de silicone moldado. Qualquer que seja a escolha, você pode ter certeza de que seu cobot vai manusear até os itens mais frágeis sem deixar nenhuma marca.

Confira*: Comparação entre garras robóticas: garra pneumática vs garra hidráulica*

Paletização com robô colaborativo

Como escolher a garra certa?

A garra ideal depende das necessidades do seu negócio e do papel que o cobot vai desempenhar na linha de fabricação ou embalagem. Se a função for empilhar itens em paletes, o melhor é uma garra projetada para lidar com múltiplos itens ao mesmo tempo. Se o cobot for atuar em etapas anteriores do processo de paletização, uma garra mais precisa é a escolha mais indicada.

Existem acessórios para ampliar as capacidades do meu cobot?

Como a paletização pode envolver cargas pesadas, é possível expandir as capacidades do seu braço robótico com componentes que aumentam a carga útil suportada. Um elevador de cobot, por exemplo, pode elevar essa capacidade para 20 kg, permitindo movimentar mais itens ou cargas mais pesadas sem precisar investir em um robô industrial de grande porte.

Quer saber mais sobre como os cobots podem otimizar a paletização no seu negócio? Entre em contato com um dos nossos especialistas em robótica.

FAQ

Uma mesma garra pode ser usada para diferentes tipos de produto na mesma linha de produção?

Depende do tipo de garra e da variação entre os produtos. Garras a vácuo ajustáveis têm maior versatilidade e conseguem lidar com itens de formatos e pesos variados dentro de uma mesma linha. Já garras magnéticas ou pneumáticas tendem a ser mais específicas. Em operações com alto mix de produtos, pode ser mais eficiente contar com um sistema de troca rápida de garras, o que permite ao cobot alternar entre diferentes end effectors conforme a tarefa.

Qual é o impacto da escolha da garra no ROI da automação?

A garra errada pode comprometer toda a operação: itens mal posicionados, ciclos mais lentos, retrabalho e até danos às peças afetam diretamente a produtividade e os custos.

É necessário ter conhecimento técnico avançado para trocar ou reconfigurar garras em um cobot?

Em geral, não. A maioria das garras modernas compatíveis com cobots é projetada para facilitar a instalação e a troca, muitas vezes sem necessidade de ferramentas especiais. A reprogramação do cobot para uma nova garra também costuma ser simples, especialmente em plataformas com interface intuitiva como a da Universal Robots.

Como garantir que a garra escolhida seja compatível com o meu cobot?

A compatibilidade envolve alguns fatores: capacidade de carga do braço robótico, interface de montagem (flange), tipo de conexão elétrica ou pneumática necessária e o software de controle. O ecossistema UR+ da Universal Robots, por exemplo, reúne garras e acessórios certificados e validados para uso direto com os cobots UR, o que simplifica bastante a seleção e elimina boa parte das incertezas de compatibilidade.