Preparamos este artigo para falar sobre o conceito de cibersegurança, suas principais aplicações na indústria e os desafios que as empresas enfrentam na proteção de seus sistemas e dados.
Preparamos este artigo para falar sobre o conceito de cibersegurança, suas principais aplicações na indústria e os desafios que as empresas enfrentam na proteção de seus sistemas e dados.

A indústria 4.0 chegou para transformar a maneira como as indústrias operam, com foco principal na integração de tecnologias digitais. Com a digitalização e a conectividade dos processos produtivos, a cibersegurança industrial tornou-se uma questão de extrema importância.
Pensando nisso, preparamos este artigo para falar sobre o conceito de cibersegurança, suas principais aplicações na indústria e os desafios que as empresas enfrentam na proteção de seus sistemas e dados.
A transformação digital tem permitido que as fábricas operem de maneira mais eficiente e conectada, utilizando tecnologias como a Internet Industrial das Coisas (IIoT) e Inteligência Artificial (IA) para otimizar produtividade e qualidade. No entanto, essa conectividade aumentou a vulnerabilidade a ciberataques, tornando a cibersegurança essencial para a continuidade dos negócios.
A proteção de dados industriais é fundamental, pois sem ela, as empresas ficam expostas a riscos como perda de informações sigilosas, interrupção de operações e danos financeiros.
Em 2017, a empresa de segurança Kaspersky identificou 18 mil amostras de malware em sistemas industriais, evidenciando o perigo real desses ataques.
Segundo a Pesquisa Global de Segurança da Informação de 2017, 62% dos profissionais de TI entrevistados utilizam serviços de cibersegurança em suas empresas, um reflexo da crescente importância da proteção digital. Com o aumento de 38% nos incidentes de segurança em 2015, a proteção das redes industriais é um imperativo estratégico na Indústria 4.0 para garantir a continuidade e a competitividade das operações fabris.
No ambiente industrial, os dados são um dos ativos mais valiosos. Informações sobre processos, produtos, clientes e patentes são constantemente coletadas, transmitidas e armazenadas digitalmente.
Portanto, sem uma proteção adequada, essas informações ficam expostas a ataques cibernéticos que podem resultar em perda de dados, roubo de propriedade intelectual, interrupção dos serviços e danos à reputação da empresa.
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A interrupção dos sistemas industriais devido a um ciberataque pode causar prejuízos significativos. Sistemas de controle e automação, que antes eram isolados, agora estão conectados à rede corporativa e, em alguns casos, até à internet, o que os torna alvos potenciais de hackers.
Por esses motivos, é fundamental garantir a segurança cibernética para manter a continuidade operacional e evitar paradas que podem custar caro para as indústrias.
A implementação de cibersegurança na indústria envolve várias medidas destinadas a proteger os sistemas industriais contra ameaças cibernéticas. A seguir, destacamos algumas das principais aplicações.
Uma das primeiras linhas de defesa na cibersegurança industrial é o monitoramento contínuo das redes industriais. Ferramentas de detecção de intrusão (IDS/IPS) são utilizadas para identificar atividades suspeitas e responder a possíveis ataques em tempo real.
Essas ferramentas monitoram o tráfego de rede, detectam anomalias e aplicam medidas de mitigação automaticamente, ajudando a proteger os sistemas industriais.
O controle de acesso é fundamental para garantir que apenas usuários autorizados possam acessar os sistemas críticos da fábrica. A implementação de autenticação multifatorial (MFA) e a aplicação de políticas de segurança rigorosas ajudam a prevenir acessos não autorizados.
Além disso, a segmentação da rede, que separa as áreas de produção das áreas corporativas, reduz o risco de propagação de ameaças dentro da organização.
No contexto da Indústria 4.0, onde os dados são frequentemente transmitidos entre dispositivos e sistemas conectados, a criptografia garante que, mesmo que os dados sejam interceptados, eles não possam ser lidos ou utilizados pelos invasores.
Embora as medidas de cibersegurança sejam essenciais, as indústrias enfrentam diversos desafios ao tentar proteger seus sistemas e dados. A seguir, exploramos alguns dos principais desafios enfrentados pelas empresas.
Muitas indústrias operam com sistemas legados, que são antigos e não foram projetados com a cibersegurança em mente. Esses sistemas, que podem estar em operação há décadas, são vulneráveis a ataques cibernéticos porque não possuem as atualizações e proteções necessárias.
A modernização dessas infraestruturas ou a implementação de medidas de segurança adicionais é um desafio constante para as empresas.
Apesar da crescente conscientização sobre a importância da cibersegurança, muitas indústrias ainda não investem o suficiente em medidas de proteção. Isso pode ser devido à falta de conhecimento sobre as ameaças cibernéticas ou à percepção de que os custos de cibersegurança são altos.
No entanto, o custo de um ataque cibernético bem-sucedido pode ser muito maior do que o investimento necessário para prevenir esses incidentes.
A cibersegurança industrial exige profissionais altamente qualificados que compreendam tanto as tecnologias de TI quanto os sistemas industriais. Contudo, a escassez de mão de obra especializada é um problema significativo.
À medida que a Indústria 4.0 continua a evoluir, novas tendências e tecnologias estão moldando o futuro da cibersegurança industrial. Apontamos a seguir algumas dessas tendências:
O uso de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML) está se tornando cada vez mais comum na cibersegurança. Essas tecnologias permitem que os sistemas de segurança aprendam com os dados e detectem ameaças de maneira mais rápida e precisa.
Além disso, a IA pode ser usada para automatizar respostas a incidentes e reduzir o tempo de resposta a ataques.
Com a crescente adoção de soluções baseadas em nuvem na indústria, a segurança em nuvem tornou-se uma prioridade. Ferramentas como CASB (Cloud Access Security Broker) ajudam a monitorar e proteger o acesso a dados e aplicações na nuvem.
O modelo de segurança Zero Trust, que pressupõe que nenhuma entidade é confiável por padrão, está ganhando destaque na cibersegurança industrial. Esse modelo exige autenticação e verificação contínua de todos os usuários e dispositivos, independentemente de estarem dentro ou fora da rede corporativa.
A autenticação multifatorial (MFA) é uma parte fundamental dessa estratégia.
Os robôs colaborativos contam como integração avançada com sistemas de informação, além de serem capazes de coletar dados em tempo real, o que contribui diretamente para a cibersegurança industrial.
Ao operar com cobots, as fábricas têm a oportunidade de monitorar e analisar detalhadamente todos os processos produtivos. Os dados coletados por esses robôs, como tempo de ciclo, desgaste de componentes e logs de erros, são fundamentais para identificar possíveis vulnerabilidades e garantir que o sistema esteja protegido contra ameaças cibernéticas.
Integrados a softwares de IA e Big Data, esses dados podem ser transformados em relatórios que auxiliam na tomada de decisões estratégicas, garantindo que a produção seja mais eficiente e segura. A Universal Robots, por exemplo, oferece cobots com compatibilidade nativa com os principais protocolos industriais, como Ethernet/IP, Profinet, e Modbus/TCP, o que facilita sua integração e fortalece a proteção dos dados na rede.
