A alimentação de máquinas, ou seja, o carregamento e descarregamento de máquinas industriais, historicamente tem sido uma das aplicações mais comuns de robôs industriais.
A alimentação de máquinas, ou seja, o carregamento e descarregamento de máquinas industriais, historicamente tem sido uma das aplicações mais comuns de robôs industriais. Essa tendência continua até hoje, já que a Federação Internacional de Robótica relatou que 44% de todos os robôs vendidos em 2022 foram utilizados em aplicações de manuseio de peças, mais do que qualquer outra categoria.
O carregamento e descarregamento de máquinas é considerado uma das aplicações DDD – Dull, Dirty, Dangerous (Tediosas, Sujas e Perigosas).
Automatizar essas tarefas traz valor real para operações de manufatura de qualquer porte, incluindo:
Praticamente qualquer máquina que seja carregada e descarregada manualmente pode ser automatizada, mas os robôs colaborativos (cobots) estão mudando a forma como os engenheiros de manufatura e produção pensam sobre automação.
As abordagens tradicionais no passado incluíam robôs de pórtico, robôs industriais tradicionais (não colaborativos) e dispositivos dedicados a máquinas específicas. Todas tinham suas limitações:
A automação colaborativa oferece uma abordagem diferente. Com uma avaliação de risco adequada, não é necessário utilizar grandes estruturas de proteção, a programação é mais simples, a operação é flexível e o custo total é significativamente menor.
Leia também: Guia completo sobre alimentação de máquinas com com robôs
Quando analisamos as aplicações, o objetivo comum é manter a máquina funcionando, produzindo peças, o máximo de tempo possível.
Seja medindo o tempo de eixo-árvore ativo (spindle) na usinagem CNC ou o tempo de molde fechado na moldagem por injeção, o foco é sempre aumentar produtividade e volume de produção (throughput). Benefícios como melhoria da qualidade e maior satisfação dos colaboradores acabam sendo consequência direta disso.
CEO da EMI, Joshua Ulmer“Com base na nossa experiência, estamos falando de 12 a 18 meses, o que é um período muito curto.”
A alimentação de máquinas CNC é uma aplicação popular e em crescimento para cobots, e a configuração mais comum envolve um robô atendendo uma única máquina.
O ciclo é simples: a peça finalizada é retirada do mandril e uma nova peça bruta é inserida.
Em aplicações com uma única garra, o cobot retira a peça finalizada da máquina e a posiciona em suportes ou de forma organizada em uma mesa. Em seguida, pega uma nova peça e a carrega na máquina.
Já em aplicações com garra dupla, o robô consegue carregar uma peça nova enquanto remove a peça finalizada, realizando as duas ações em um único movimento. Isso aumenta a eficiência, pois elimina movimentos desnecessários.
Com a introdução de cobots maiores, como o UR20, um único robô pode atender duas ou até três máquinas, dependendo do tempo de ciclo, peso das peças e layout.
Cobots são comuns em três aplicações nesse processo.
A primeira é a remoção da peça finalizada do molde. Diferente do método tradicional, onde a peça simplesmente cai em uma esteira, o robô permite um manuseio mais cuidadoso, preservando acabamento e orientação.
A segunda é a inserção de componentes metálicos no plástico durante a moldagem. Dependendo da complexidade, isso pode ser feito pelo mesmo robô ou por um segundo.
A terceira envolve processos secundários, como remoção de rebarbas, gravação, polimento, montagem e embalagem.
Nesse contexto, a eficiência é medida pelo tempo de molde fechado, então a automação precisa ser rápida e precisa.
Na indústria eletrônica, onde há grande volume de produção e alta exigência de qualidade, a alimentação de máquinas também se aplica.
O carregamento manual de testadores ICT é repetitivo e sujeito a erros, o que pode gerar alto custo com retrabalho.
Cobots resolvem isso com um fluxo simples:
Qualquer processo com carregamento e descarregamento manual pode ser automatizado, como:
Um dos pontos-chave em qualquer solução de alimentação de máquinas é a comunicação entre robô e máquina.
Dependendo da aplicação, isso pode variar:
O ecossistema UR+ ajuda nesse processo, oferecendo integrações já desenvolvidas por parceiros.
É o processo de automatizar o carregamento e descarregamento de máquinas industriais.
Praticamente qualquer máquina que hoje exige operação manual pode ser automatizada.
Facilidade de uso, flexibilidade e menor custo em comparação com robôs tradicionais.
Em muitos casos, entre 12 e 18 meses.
Na maioria dos casos, não. Cobots exigem menos espaço e adaptação.
Sim. A automação colaborativa tornou a alimentação de máquinas mais acessível para diferentes portes de indústria.
Confira:* Robôs industriais da UR: Guia completo sobre nossos robôs e suas principais características*
Soluções de alimentação de máquinas com cobots oferecem baixo risco, rápida implementação e impacto direto na produtividade.
Se o objetivo é produzir mais, com mais qualidade e menos dependência de tarefas repetitivas, a automação colaborativa se torna um caminho natural.
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